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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Carcass - Heartwork (1993)

Carcass - Heartwork
Chegou a hora de aparecer aqui no Santuário, uma das bandas mais espetaculares que o Metal e a música em si já viram, o poderoso CARCASS!

Sou muito suspeito para falar sobre a banda (tendo em vista que é uma das bandas que me iniciaram no ''Metal Extremo''), mas vamos tentar. Ao falar sobre a mesma, acho impossível não citar a sua evolução musical no decorrer de suas obras. Eles começam mandando um Goregrind podre no seu Debut (Reek of Putrefaction), se firmam no estilo, apresentando músicas mais elaboradas com o segundo disco (Symphonies of Sickness), no terceiro (Necroticism) adquirem uma proposta mais voltada (se não totalmente) ao Death Metal, até chegarem a essa obra-prima que vos apresento.

Vale ressaltar que, no decorrer disso tudo, os caras conseguiram a proeza de serem influentes (em grandes proporções) em cada estilo que passaram. Claro que com esse albúm não foi diferente, pois agora a banda adota um instrumental mais melódico (sem perder a brutalidade costumeira, muito pelo contrário). Existem pessoas que dizem que essa obra foi responsável pela criação do estilo ''Death Metal Melódico'', mas não é tão necessário entrar em detalhes.


Para ser sincero, escrever sobre tudo isso é ''chover no molhado'' lindamente. Se bem que não é preciso dizer que a dupla Bill Steer/Michael Amott  mandam Riffs espetaculares, o grande Ken Owen numa de suas melhores fases, o que equivale também ao Jeff Walker, que está aí para provar que é um dos vocais mais pútridos já existentes.

Essa enrolação toda foi apenas para concluir que temos aqui uma coisa realmente FODIDA! Então se não conhece, não deixe de conferir. E também não esqueça de adquirir o original, pois esta maravilha não deve ficar limitada ao seu computador, lugar de clássico é na estante!

...Only Carcass Is Real

Integrantes
Jeff Walker - Vocais/Baixo
Bill Steer - Guitarra
Ken Owen - Bateria
Michael Amott - Guitarra

Tracklist
01. Buried Dreams
02. Carnal Forge
03. No Love Lost
04. Heartwork
05. Embodiment
06. This Mortal Coil
07. Arbeit Macht Fleisch
08. Blind Bleeding The Blind
09. Doctrinal Expletives
10. Death Certificate
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Haja cabelo!

domingo, 27 de maio de 2012

Jeff Loomis

Jeff Loomis é atualmente guitarrista solo e já foi guitarrista do Nevermore. Considerado um dos melhores do mundo pelo seu estilo rápido e agressivo ele é um grande exemplo de guitarrista que faz musicas instrumentais envolvendo Progressive Metal e Experimental. Já participou de outras bandas além do Nevermore, como por exemplo o Sanctuary, antiga banda dos integrantes do Nevermore, mas esse envolvimento foi apenas ao vivo sem nenhum disco de estúdio.

Nevermore
Além de guitarrista, Jeff Loomis também tinha o papel de compositor, grandes clássicos da banda foram feitos por ele, o tornando assim um membro essencial da banda. É uma tarefa difícil substituir um guitarrista como ele por alguns simples detalhes, no Nevermore ele foi o guitarrista que tocou em todos os discos, sendo assim ele deixou uma marca registrada na banda, e essa marca registrada dele pode ser notada de longe, você percebe um timbre de guitarra singular com um pegada que envolve feeling e técnica como nenhum outro faz, fora a velocidade que é assustadora e a versatilidade, todas essas qualidades o tornam um verdadeiro gênio da guitarra que desde cedo prometia ser promissor, pois não é todo guitarrista de 16 anos que é considerado um grande guitarrista por Dave Mustaine.


Jeff Loomis (Solo)
Ainda no Nevermore, Jeff Loomis resolve começar um projeto solo, e esse projeto segue a mesma sonoridade que o Nevermore, assim ele realizava Progressive Metal com algumas influências, so que instrumental. Apesar de seguir a mesma sonoridade que a sua outra banda ele mostrou um direcionamento musical um pouco mais amplo, talvez mais inspirado e sem compromisso com vocal, sendo assim é notável que ele teve mais liberdade na hora das composições e o resultado foram musicas bem arranjadas com muito peso. Em seu primeiro disco solo ele tocou guitarra e baixo, a bateria ficou por conta de uma participação especial. Já em seu segundo trabalho de estúdio que foi lançado recentemente ele contou com participações especiais no baixo, bateria, guitarra e vocal, sendo que este último deixou algumas musicas um pouco diferentes das demais, mesmo assim o trabalho de todas foi extremamente bem executado. 


Discos Indicados
Nevermore - This Godless EndeavorJeff Loomis - Plains of Oblivion
This Godless Endeavor (2005): Ainda tocando no Nevermore Jeff Loomis fez uma das suas maiores obras-primas, esse disco é sem dúvidas o melhor deles, é claro que vários outros excelentes discos da banda nos fazem duvidar que esse seja o melhor, mas o que importa mesmo é o desenvolvimento dele, e sem dúvidas nesse disco ele se mostrou genial com tamanha versatilidade que é difícil encontrar em qualquer outro guitarrista. Note que nesse disco ele une velocidade e peso com muito qualidade, ele tem papel essencial para deixar o som ainda mais criativo e singular. 
Plains Of Oblivion (2012): Lançado este ano em que ele já estava fora do Nevermore, prova porque na atualidade não há guitarrista mais virtuoso e sobrenatural que ele, isso pelo menos pra mim, basta ver o trabalho que ele realiza. As obras são singulares e a personalidade dele está cada vez mais perfeita, disco após disco ele vem aperfeiçoando sua habilidade, e neste disco os riffs se encontram cada vez mais harmonioso, seja com as participações com vocais ou seja instrumental, este cara nunca deixa a desejar se tratando de ser genial na guitarra, grande gênio é Jeff Loomis.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Vendetta - World Under Fire (2012)

O que se fala atualmente é que o Heavy Metal está morto, não há mais bandas novas lançados novos discos e substituindo as bandas antigas que não vão ter mais muito tempo na estrada espalhando este belo estilo musical, em decorrência da idade avançada. Minha humilde opinião sobre o assunto é bem simples: novas bandas surgem e traz o velho e bom Heavy Metal a tona, com muita qualidade, não alcançam o sucesso merecido, mas sem dúvidas existem no underground.

Vendetta é uma prova viva do que disse. Formada em 2006, a banda apresenta agora seu terceiro trabalho de estúdio. Sua origem é inglesa, então podemos tirar uma conclusão desse fato: a qualidade e a técnica apresentada pela banda sem dúvida deve surpreender a todos. Apesar de aparentar ser precipitada, essa conclusão é bem sincera e se encaixa perfeitamente na banda. Ainda não tive um tempo sobrando para ouvir os discos anteriores da banda, o que realmente falta é tempo,  vontade mesmo há de sobra.

Sobre os integrantes não há muito o que falar, temos um vocalista/guitarrista que tem um vocal um pouco sujo, mas que a vezes também aparece com excelentes agudos, encaixando-se perfeitamente no Heavy Metal raiz da banda. Seu trabalho na guitarra ao lado de outro guitarrista também é muito bom, solos e riffs inspirados, sem muita firula ou fritação. A cozinha também é ótima, o baterista impõe um ritmo excelente nas musicas, sem dar uma impressão que está solando , como muitos fazem. O baixo, apesar da lapidada produção do disco, não aparece muito claro nem em todos os momentos, mas sua presença é sempre notável, em especial em algumas musicas.

Da esquerda para a direita: Lee Lamb, Pete Thompson, Gary Foalle e Edward Box
Convergence abre o disco como uma leve introdução, traz um pouco do que as guitarras tem a mostrar pra já preparar o ouvinte. Halo In Black vem ligada perfeitamente a anterior, a bateria explode, literalmente, em seguida vem riff após riff, Heavy Metal puro do bom e do melhor. Nota-se facilmente a cozinha dando um ritmo ótimo, enquanto isso as linhas de guitarras brilham, além dos belos riffs, os solos não deixam nada a desejar. O refrão é marcante, trazendo até mesmo uma personalidade melódica.

Machtpolitik já se apresenta pesada, não se surpreenda com riffs apresentando uma personalidade bem clássica, os detalhes dessa musica é o que realmente impressiona, o belo refrão, o backing vocal e o ritmo da musica, essa é uma das melhores. Veil Of Empathy já traz um outro lado da banda, a velocidade diminui, o ritmo é um pouco mais lento e as guitarras começam a soar melódicas, assim como o belíssimo solo.

Tirando a atmosfera melódica, Blast Radius. A velocidade e o peso aumentam, os solos já se apresentam mais ferozes, sendo mais uma excelente musica com um bom refrão. Lords Of Chaos já tem o baixo como destaque, ele aparece mais alto na musica, aproveitando a oportunidade e trazendo um bom ritmo, além de uma excelente criatividade.


Fragmented Reality logo em seguida traz um Heavy Metal Melódico, sendo a minha preferida do disco por seu belíssimo refrão que me deixou maluco, além de seu ritmo empolgante e de seu solo extremamente técnico e bem arranjado. The Ghost Inside segue a mesma linha da anterior, riffs marcantes com cozinha deixando um ritmo ótimo e refrão pegajoso.

All Your Setting Suns se apresenta como a musica mais singular do disco. Com seus 7 minutos ela apresenta tudo que já foi visto no disco, além claro de uma passagem longa com bastante técnica e melodia, deixando a musica belíssima com um toque progressivo. Pra fechar essa bagaceira, We Are Legion. Riffs marcam essa musica do começo ao fim, com bastante velocidade pra terminar com tanta qualidade como começou.

Integrantes
Edward Box - Vocal e Guitarra
Pete Thompson - Guitarra
Gary Foalle - Baixo
Lee Lamb - Bateria

Tracklist
1. Convergence
2. Halo In Black
3. Machtpolitik
4. Veil Of Empathy
5. Blast Radius
6. Lords Of Chaos
7. Fragmented Reality
8. The Ghost Inside
9. All Your Setting Suns
10. We Are Legion
Vendetta - Photo

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Megadeth - Peace Sells...But Who's Buying? (1986)

<br />Megadeth - Peace Sells... But Who
Megadeth, essa é a última banda a ter nascido e estar presente no Big Four Thrash, e isso deve-se a muito trabalho pesado de seu líder Dave Mustaine e de vários outros membros que tiveram importância notável para construção dessa grande banda, banda essa que influênciou várias outras bandas do estilo e que conseguiu respeito e admiração de muitos pela sua sonoridade bem Thrash Metal oitentista, direto, agressivo e muito técnico, sinônimo de qualidade.

No disco anterior Dave Mustaine começou o início de sua vingança, ele jurou criar uma banda melhor que o Metallica, e assim com o juramento de vingança ele criou o Megadeth e iniciou os trabalhos em 1985. Aquele foi um disco que trouxe muita velocidade, era uma banda cruel em riffs e muito criativa, as composições eram praticamente todas do líder da banda, isso dá a entender que o maior trabalho era realizado por ele.

A formação do disco anterior foi mantida, a autoria das composições também, mas o resultado não foi o mesmo. Sem desmerecer o disco anterior, Kiling Is My Business...And Bussines Is God!, Peace Sells...But Who's Buying? trazia um Megadeth muito melhor, vejamos que o disco so tem clássicos, clássicos que até hoje permanecem nos shows da banda e que são grandes musicas para os fans, aquela boa musica foi elevada a um ponto ainda melhor, tudo se aperfeiçoou e começou a soar mais técnico e criativo, ou até mesmo genial.

Da esquerda para a direita: Dave Mustaine, Chris Poland, Gar Samuelson e Dave Ellefson
Logo de cara Wake Up Dead abre o disco, o incrível dessa musica é a versatilidade, as mudanças de andamento são constantes, é muito criativa além do arranjo, fora a ritmia empolgante ao lado dessa rifferama que flui fácil, o entrosamento das duas guitarras é sensacional. The Conjuring traz a tona riffs marcantes, bem crueis com excelentes mini-solos. Essa é uma musica que Dave Mustaine não toca mais nos shows por se tratar de um ritual satânico, uma conjuração, mesmo assim é muito boa.

Peace Sells mostra uma cozinha entrosada, o baixo e a bateria estão extremamente sincronizados, sendo um ótimo suporte para que as linhas de guitarra brilhem com mini-solos e riffs poderosos, além claro do vocal característico do Dave Mustaine, além claro da letra criticando a ONU. Devil's Island vem logo em seguida trazendo um ritmo empolgante, bons riffs e um bom suporte, assim o vocal encanta com um excelente refrão que torna a musica ainda melhor.


Good Mourning/Black Friday traz um introdução leve, bem menos pesada e um tanto melódica com destaque pra atuação das guitarras, mas em seguida vem Thrash Metal fino, riffs da melhor qualidade com uma grande explosão dos pratos, além claro de uma velocidade enorme e de um refrão que deixa a musica ainda mais empolgante. Bad Omen vem logo em seguida com uma entrada mais melódica, sem muita peso. Porém, logo após vem uma thrasheira bem técnica, cozinha eficiente para as guitarras surgirem com ótimos riffs.

I Ain't Superstitious é um cover do Willie Dixon, não traz a personalidade bem veloz e pesada da banda, mas se você conferir vai notar que é um cover muito legal, realmente se encaixou bem com o disco e é uma musica de boa qualidade. Pra fechar essa bagaceira de disco, My Last Words. Se quer um conselho, não se engane com a entrada sem peso, ah, aproveita prepara o pescoço pra paulada. A cozinha dá um suporte excelente que aliado a ótimos riffs se tornam extremamente empolgante. Aproveitem este excelente disco!

Integrantes
Dave Mustaine - Vocal/Guitarra
Chris Poland - Guitarra
Dave Ellefson - Baixo
Gar Samuelson - Bateria

Tracklist
1. Wake Up Dead
2. The Conjuring
3. Peace Sells
4. Devil's Island
5. Good Mourning/Black Friday
6. Bad Omen
7. I Ain't Superstitious (Willie Dixon Cover)
8. My Last Words 

domingo, 20 de maio de 2012

Nevermore

Caracteristicas Gerais
Nevermore é uma banda americana formada em 1992. O direcionamento musical que a banda tem é amplo, eles tem influências do Thrash Metal, Power Metal, Progressive Metal, Heavy Metal, Speed Metal, além claro de outras influências notáveis na musica. A formação da banda ocorreu após o fim prematuro do Sanctuary, antiga banda de Warrel Dane e Jim Sheppard, estes estavam forçados a mudar seu direcionamento musical do Heavy Metal para o Grunge, este fazia muito sucesso na época com bandas como o Nirvana. Com esse fim prematuro os membros decidiram criar o Nevermore, o resultado foi realmente satisfatório.
A estréia da banda com um disco auto-intitulado foi realmente muito boa, apresenta notável entrosamento entre a banda, o direcionamento musical já se apresentava amplo e bem escolhido, a cozinha se entrosava muito bem fazendo um excelente suporte para que o jovem Jeff Loomis brilhasse, enquanto isso Warrel Dane tava uma personalidade única a banda no vocal, assim a banda já tinha uma estréia satisfatória, além de um grande disco. No ano seguinte eles lançaram The Politics Of Ecstasy, o disco trazia aquela mesma banda do disco anterior so que com mais peso, as coisas começaram a fluir de maneira mais simples e fácil, as linhas de guitarra começaram a se tornar cada vez mais marcantes e a cozinha ficava cada vez mais importante, apresentando maior maturidade dos integrantes, assim como nas composições. Apesar de ambos os discos apresentarem grande nível técnico e um som muito sólido a banda ainda não tinha muito reconhecimento, eram 2 discos excelentes mas que não chegaram a ter grande divulgação para que a banda ganhasse reconhecimento pelo seu trabalho, o que pode nos fazer pensar que esses discos são inferiores aos sucessores, eles são apenas menos inspirados e menos valorizados.
Depois de 3 anos sem lançar nenhum disco o Nevermore faz sua primeira grande obra, Dreaming Neon Black. A inspiração maior que faltava por certas vezes nos discos anteriores foi suprida aqui, imagine que Warrel Dane tirou esta tamanha inspiração após o desaparecimento de sua namorada. Com essa experiência pessoal a precisão de uma grande inspiração foi suprida, então este disco traz a historia de um homem que está indo a loucura após a morte da única mulher que ele amou. Com está temática as musicas vão desde uma melancolia profunda com um instrumental fabuloso até musica agressivas e progressivas que se encaixaram perfeitamente. O vocal ainda apresenta pro certos momentos muito melancolia, por vezes chega a beirar a pura insanidade e loucura, tudo isso inspirado numa experiência pessoal que rendeu um full maravilhoso. Para complementar, houve a entrada do guitarrista Tim Calvert, este sem dúvidas teve uma participação considerável para deixar o disco ainda mais inspirado. Infelizmente ao final da turnê ele sai amigavelmente do Nevermore que decidi continuar como um quarteto.
Em seguida, depois de a sua primeira grande obra-prima, Dead Heart In A Dead World aparece. É notável uma sonoridade mais pesada do que so discos anteriores, isso ocorre devido ao uso de guitarra de 7 cordas, assim Jeff Loomis começa a aprimorar sua técnica e melhorar a sonoridade da banda. Pode se dizer que a melancolia do disco anterior foi deixada um pouco de lado e o foco foi voltado para o peso. As críticas foram positivas e este foi considerado o melhor disco da banda, é realmente um pepita de ouro que não se encontra todo o dia. 3 anos após este lançamento veio o quinto disco de estúdio, Enemies Of Reality. O Nevermore se apresenta cada vez mais técnico e agressivo, as coisas melhoraram bastante neste ponto, mas a produção do disco foi muito inferior a todos os outros trabalhos, a sonoridade presente no disco é excepcional, entretanto, não compensa a produção mal feita. Com esse resultado e com muitas críticas eles resolvem fazer uma remasterização do disco. Esta é nitidamente melhor, além de apresentar algumas leves mudanças na capa do disco. Após esse período ocorreu a entrada de mais um guitarrista de apoio, Steve Smyth foi quem ocupou esse, mas ele entrou em estúdio com a banda apenas o no disco seguinte.
Em Julho de 2005 o Nevermore lança seu maior trabalho, tanto que foi o mais aclamado comercialmente. This Godless Endeavor traz todas as qualidades dos discos anteriores: a melancolia, o peso, a agressividade, a velocidade e a técnica. Acima de tudo a harmonia se torna perfeita, tanto que o baixo aparece por inúmeras vezes com muita importância, a bateria chega com blast beats incríveis e com tamanha importância ainda não vista nos discos anteriores. Além claro da participação de Jeff Loomis, com o apoio de outro guitarrista o seu trabalho fica mais genial, seus riffs nunca foram tão criativos e consistentes, técnica com muita velocidade recheia esse disco de excelentes momentos. Já o vocal de Warrel Dane foi essencial pra construir uma personalidade única para este disco, por vezes ele chega a beirar o gutural, as vezes tem um vocal agressivo e sujo, por vezes traz um vocal mais melancólico e triste. Além desse instrumental e vocal perfeito o disco é recheado de letras reflexivas, trazendo a tona temas como política, sociedade atual, e vários outros assuntos que são dificílimos de encontrar dentro do Heavy Metal. Pode-se dizer que este foi o último grande disco que eles lançaram, juntando todas as qualidades dos anteriores com algumas pitadas de inovação, mesmo quando os problemas já começavam a surgir e se tornarem quase insuportaveis.
Eis que depois o lançamento de sua maior obra-prima os problemas se tornavam cada vez maiores. 5 anos depois eles voltam ao estúdio e faz seu ultimo disco de estúdio. The Obsidian Conspiracy foi descrito por Warrel Dane como ''mais do mesmo''. O pior é que ele está certo. O disco não acrescenta nada a banda, tudo bem que a inovação não é a chave pra fazer um disco excelente, existem muitos discos sem inovação que trazem tamanha qualidade que não merecem menos que a nota máxima. Mas neste caso o disco já soa como algo que já foi feito e já está desgastado, por isso não é excepcional. Entretanto, não é disco ruim, passa longe de ser isso, aquela boa sonoridade continua a aparecer com técnica e qualidade, so que sem tanta inspiração. Em 2011 foi anunciada a saída do guitarrista Jeff Loomis e do baterista Van Williams, ambos saíram por vários motivos, entre eles o alcool. Apesar de tudo Warrel Dane declarou que o Nevermore não morreu, mas substituir um baterista como Van Williams e o melhor guitarrista da atualidade não é uma tarefa fácil.

Integrantes
Warrel Dane: Vocalista do Nevermore, fundou a banda após a sua saída do Sanctuary por pressão da gravadora para mudarem o direcionamento musical. É um dos principais compositores da banda, focando sempre uma reflexão social envolvendo experiências pessoais.
Jeff Loomis: Ex-Guitarrista do Nevermore, é o maior guitarrista da atualidade e deixou uma marca registrada no som da banda, com seus riffs marcantes e com sua habilidade singular. Saiu da banda junto com o baterista Van Williams.
Jim Sheppard: Baixista do Nevermore, junto com Warrel Dane saiu do Sanctuary e formou a banda. Desde sempre teve papel fundamental na banda e sempre foi um ótimo baixista. Passou por alguns problemas de saúde que afetaram.
Van Williams: Ex-Baterista do Nevermore, é um excepcional baterista. Disco após disco teve sua função cada vez mais importante, aprimorando também o seu estilo e sua habilidade que ficou registrada em excelentes discos da banda.
Pat O'Brien: Ex-Guitarrista do Nevermore, participou apenas do The Politics Of Ecstasy, mesmo assim fez um excelente trabalho neste disco. Atualmente é guitarrista do Cannibal Corpse.
Steve Smyth: Ex-Guitarrista do Nevermore, participou apenas do This Godless Endeavor, ajudou Jeff Loomis a realizar um excelente trabalho nas linhas de guitarra desse disco.
Tim Calvert: Ex-Guitarrista do Nevermore, participou apenas do Dreaming Neon Black, fez esse disco se tornar ainda mais melancólico e em algumas passagens pesado.

Discos Indicados
Nevermore - The Politics of EcstasyNevermore - Dreaming Neon BlackNevermore - Dead Heart in a Dead WorldNevermore - This Godless Endeavor
The Politics Of Ecstasy (1996): The Politics Of Ecstasy é o segundo disco de estúdio do Nevermore e traz uma maturidade muito grande, a banda já apresenta uma nível musical um pouco superior ao disco anterior. é um grande disco que não tem a fama e o reconhecimento merecido, mas que é assim mesmo muita admirado pelos fans da banda que contemplam esse trabalho que foi feito antes da banda conseguir um certa fama.
Dreaming Neon Black (1999): Dreaming Neon Black é o terceiro disco de estúdio do Nevermore. Apresenta uma sonoridade melancólica que por vezes é alterada para um som agressivo. É resultado de uma experiência pessoal que Warrel Dane teve com sua namorada, com isso o disco conta uma história de um homem que estava indo a loucura após a perda da sua mulher. É o primeiro grande disco da banda, o primeiro a alcançar grande sucesso da crítica e arrebatar fans.
Dead Heart, In A Dead World (2000): Dead Heart, In A Dead World é o quarto disco de estúdio do Nevermore e traz a tona uma sonoridade muito mais pesada, e esse peso tem maior destaque nas linhas de guitarra, tornando o som muita mais sólido sem deixar a velha personalidade da banda para traz. Esse disco aqui é considerado o melhor ou um dos melhores da banda e da sua década.
This Godless Endeavor (2005): This Godless Endeavor é o sexto disco de estúdio do Nevermore. Traz a tona a melancolia, velocidade, agressividade, técnica e genialidade dos 3 discos anteriores da banda. Sendo assim, além da produção cristalina que este disco tem, a uma excelente sonoridade sendo este o maior clássico do Nevermore, isto não é besteira, a guitarra de Jeff Loomis nunca foi tão genial, a cozinha nunca chegou a tamanho entrosamento e o vocal de Warrel Dane nunca esteve tão bem.
Nevermore - Nevermore (1995)
Nevermore - The Politics Of Ecstasy (1996)
Nevermore - Dreaming Neon Black (1999)
Nevermore - Dead Heart In A Death World (2000)
Nevermore - Enemies Of Reality (2003)
Nevermore - This Godless Endeavor (2005)
Nevermore - The Obsidian Conspiracy (2010)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Unleashed - Where No Life Dwells (1991)

Unleashed - Where No Life Dwells
A Suécia é bastante conhecida entre os Headbangers do mundo, pelo fato de sempre nos presentear com as mais diversas bandas oriundas dessa terra e dos mais diversos tipos de Metal, e por incrível que pareça, todas essas bandas possuem uma extrema qualidade. As vezes, chego a me impressionar com tudo isso, pois o legado (que perdura até hoje) dessas bandas (até mesmo de Punk/Hardcore, para se ter uma idéia) que surgem por lá é de dar inveja. E o UNLEASHED é uma delas.

A banda foi formada em 1989, por Johnny Hedlund, a partir da dissolução do Nihilist (uma das bandas pioneiras do DM Sueco, e que também deu origem a outra banda clássica, o Entombed). O som da banda se caracteriza pelo bom e velho Death Metal clássico, ou seja, todos aqueles Riffs lentos-rápidos, os vocais urrados, e o pedal Boss HM-2 (que dizem ter dado toda a timbragem das guitarras das bandas de Death Metal Suecas da época), estão presentes aqui e com bastante técnica.


O grande diferencial da banda, é na verdade sua temática Viking. Isso mesmo, as letras desse disco (Debut da banda, diga-se de passagem) incorporam esse tema que eu considero bastante interessante e que deixa tudo com certo clima. Tudo isso torna a obra como indispensável para qualquer fã de música extrema. Aliás, acho que já falei isso em algumas resenhas, mas infelizmente a banda não recebeu o reconhecimento que deveria.

Maaas, não estamos aqui para lamentar, e sim para desfrutar dessa grande banda e disco, que possivelmente agradará a todos os fãs de Death, Viking e Metal em geral. Enfim, isso é tudo galerinha, espero que curtam muito essa pepita. Até mais.

...Only Death Is Real!!
Integrantes
Johnny - Vocais/Baixo
Fredrik - Guitarra
Tomas - Guitarra
Anders - Bateria

Tracklist:
01. Where No Life Dwells
02. Dead Forever
03. Before The Creation of Time
04. For They Shall Be Slain
05. If They Had Eyes
06. The Dark One
07. Into Glory Ride
08. ...And The Laughter Has Died
09. Unleashed
10. Violent Ecstasy
11. Where Life Ends
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domingo, 13 de maio de 2012

Defy - Desprazer (2010)

Trago a vocês mais uma ótima banda brasileira, espero que gostem!

A banda ''Defy'' foi formada por volta de 2008 e é oriunda de Jundiaí (SP). Desde a primeira vez que ouvi, pirei demais no som dos caras, que é um Crust Punk violento com influências de Death Metal. No momento nem me passou pela cabeça o fato disso ser uma Demo! Isso mesmo amigos, a qualidade aqui apresentada é tamanha, que me senti na obrigação de divulgar a banda aqui no Santuário.

O que mais me chama atenção são as ótima letras, que retratam (de acordo com o próprio Falão, vocalista da banda em entrevista), a opinião da banda sobre os acontecimentos e o seu dia-a-dia. Letras com quais me identifiquei bastante aliás! Para mim, isso só prova que bandas brasileiras estão no mesmo nível (se não nível maior ainda) que as bandas de outros países e que todo Headbanger brasileiro deveria reconhecer isso.


Essa é a típica banda que vale a pena apoiar e investir seu dinheiro, pelo seu potencial e conteúdo. Eu como nunca dou destaques, continuarei sem fazer isso, até porquê a Demo contém apenas  7 faixas e um cover do State Of Fear. Também porquê é extremamente díficil dar destaques, pois todas as faixas são muito boas (acredite em mim). No final do Post, além do Link para Download, postarei o Myspace dos caras, para que você possa conferir novos sons e conhecer ainda mais o trabalho da banda.

Bem, vou ficando por aqui, dando a vocês a oportunidade de conhecerem mais uma banda foda do nosso Brasil. Lembrem-se que assim como o Defy, existem milhares de bandas lutando diante de todas as adversidades possíveis, pelo simples amor a música, basta você abrir os olhos para o underground nacional, que todo mundo sairá ganhando; as bandas pois terão mais apoio e reconhecimento e você que terá muita coisa boa para ouvir. Enfim, grande abraço para galera da banda pelo excelente trabalho e para os leitores do Santuário, até a próxima!

Integrantes
Lepre - Baixo
Denito - Bateria
Fernando - Guitarra
Falão - Vocal

Tracklist
1. ''Oponha-se''
2. ''Sangue e Morte''
3. ''Desprazer''
4. ''Aceite a Escuridão''
5. ''Pedofilia''
6. ''Como Esses Merdas Sobrevivem''
7. ''Natureza Humana''
8. ''Bloodthirsty System (State of Fear)''
Download
Myspace

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Religião e Ciência

''Religião é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. Muitas religiões tem narrativa, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas idéias sobre o cosmo e a natureza humana.''
''Ciência em sentindo amplo refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemática. Em sentido restrito a ciência se refere ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de pesquisa e experimentos.''

Ideologia Religiosa
A religião vai diretamente para o campo da fé, sendo que assim quando a religião entra em campo a ciência se cala, e vice-versa. Antes que você fale algo, eu falo de religião em geral, sem especificar nenhuma doutrina. Pode se dizer que a religião influência diretamente na sua vida, ele te impõem várias coisas, essas coisas estão ligadas diretamente a sua ideologia sobre os fatos, a sua maneira de pensar em tudo, isso vai desde te falar que você não pode comer carne por 40 dias até que você não pode pensar de tal modo, fazer certas coisas, e por ai vai. Posso falar facilmente que nos ultimos a religião vem perdendo lugar para a ciência que vem evoluindo cada vez mais, mas isso é assunto para outra tópico. A mentalidade religiosa é na maioria das religioes muito clara, apesar que dentro de cada religião há posições diferentes sobre determinados assuntos, mesmo assim a  sua doutrina religiosa te fala como você deve viver, ditando o que é certo e o que é errado, simplesmente criando regras para você, essas regras geralmente não tem muito fundamento, entretanto aquele fiel seguidor daquela doutrina se torna cego demais para perceber que estão querendo definir como você vai viver, você se torna um escravo daquela doutrina a partir do momento que ela começa a decidir como você deve pensar, você se torna apenas mais um ser humano anencéfalo, logo você se torna uma vítima de manipulação daquilo: ''Você deve agir assim, você deve pensar assim, você deve dizer, você dever odiar isso, você deve vestir isso, você deve comprar isso...''.


Lógica Religiosa
As pessoas acabam entrando em um sistema cruel, numa caverna fria e escura que acaba com a sua habilidade de duvidar, criticar, pensar e de viver do seu jeito, se tornando um escravo. A consequência da criação desses escravos da religião é simplesmente a sua ignorância para e com as outras doutrinas e as outras pessoas, ele simplesmente se acha o dono da razão sem argumentos fundamentados. Muitas vezes discutir sobre religião com um fanático religioso é quase que pedir pra ser morto, ele está certo, ele tem a razão sem argumentos, essa pessoa não aceita discutir sobre a existência do Deus dela, ele apenas existe, e isso também se aplica a existência de outros Deuses, eles não existem, estão todos errados, todos serão punidos no dia do juízo final, é cegueira e falta compreensão ao extremo. A lógica religiosa é extremamente sem fundamento, é como se ele acreditasse e existisse, ele está certo e você deve agir igualmente se não quiser ir queimar no inferno, algo que se muitos duvidassem não teríamos tantas pessoas cegas e sem a arte de pensar.

''Não é possivel convencer um crente de alguma coisa, pois suas crenças não se baseiam em evidências, baseisam-se numa profunda necessidade de acreditar.''
Carl Sagan

''É díficil ser religioso quando certas pessoas nunca são incineradas por um relâmpago.''
Calvin

A historia revelando outra face da religião
Existem coisas que os padres, sacerdotes ou pastores não te contam na igreja, a historia nua e crua do Catolicismo, mas pode servir para qualquer religião. Você que está lendo isso dai certamente estudou historia, eu sei que você fica com sono na aula, mas você lembra de ter estudo a companhia de Jesus, mais conhecida como os Jesuítas? Pois bem, nessa época da existência dos Jesuítas se você por um exemplo servisse um chá para uma pessoa doente e essa informação chegasse a igreja você era acusado de bruxaria, nessa época ocorreu um caça as bruxas maior do que a do Halloween. Já deu pra entender onde quero chegar? Se sua resposta for não, eu peço sua contribuição de lembrar que os Jesuítas saiam de casa em casa catequizando as pessoas, aquelas que se recusavam a seguir o Catolicismo eram convencidos a força, uma atitude extremamente pacífica e sensata de expandir os número de fiéis. Outra caso que pode ser citado é a catequização dos índios, esse fato é um bom argumento para mostrar que uma doutrina não consegue co-existir com outro doutrina, os portugueses chegaram a este terra chamada Brasil e viram os índios que viviam em um sistema da Idade da Pedra Lascada e com uma religião que não era a Católica, o povo indigena tinha sua crença voltada para o espírito da terra, dos rios, das florestas, dos animais, mas foram catequizados por terem sua crença julgada como errada. Eu ainda poderia citar vários fatos como as cruzadas, que foi uma guerra com motivação religiosa/política/econômica, mas vamos parar por aqui.

''O primeiro pecado da humanidade foi a fé, a primeira virtude foi a duvida.''
Carl Sagan

Quem está certo?
Continuando, outra coisa que poderia ser citada, há vários Deuses e várias doutrinas certo? Pois bem, porque não poderíamos  pensar que uma influênciou a criação da outra? Veja você mesmo algumas caracteristicas, saia por ai e procure sobre Deuses da doutrina Hindu, Islamica, Judaica, Cristã e veja semelhanças e diferenças, seja na data ou em atitudes e ideologias, isso nos faz pensar que uma influênciou a criação da outra. As pessoas mandar você seguir Deus, mas qual Deus? Qual deles foi realmente perfeito em todas as suas atitudes, em todos os seus atos? Somente 1 deles? Por que não poderia ser todos eles? É algo para refletir.

''O fundamento da crítica irreligiosa é: foi o homem que fez a religião, não a religião que fez o homem.''
Karl Marx

Co-existência
As religiões em si não são tão ruins, muitas delas falam de paz, união, de se unir com seus semelhantes, te cultivar paciência e amizades, de semear coisas boas, entre várias outras boas coisas, mas elas são as primeiras a dividir o mundo e de afirmar onde o espírito divino está presente, elas dividem a humanidade, e as consequências disso são guerras, destruição, fome, violência. Esse é o grande problema das doutrinas religiosas, superam  talvez tudo que eu já tenha falado acima, elas não conseguem co-existir com paz, se talvez, num futuro utópico existir uma sociedade socialista com direito igual a todos haverá um grande problema relacionado a religião, pois o correto é a existência de todas essas doutrinas sendo que nenhuma delas cause danos a outra, não é necessário que para uma existir a outra tenha que morrer, é possível que para o ser humano consiga viver com suas convicções sobre a vida sem afetar outros seres humanos, é praticamente uma regra básica da vida que se aplica a convivência entre as religiões.

''A religião é o ópio do povo.''
Karl Marx

Nem tudo é só luz ou só trevas
Entretanto, nem tudo é so luz ou so trevas, há bondade e ruindade em tudo que habita está terra e tem vida, com a religião não é diferente. Tudo que já falei mostra o lado negativo da religião, seja sua ignorância, seja sua capacidade de destruir a humanidade, seja a sua historia. Muitas vezes os seres humanos não passam a palavra que realmente pode ser aproveitada pelos seres humanos, ela coloca a raça humana para dentro de uma caverna escura e fria, mas do mesmo jeito ela pode trazer a raça humana para um belo dia com muita luz, todas as histórias das religiões, mesmo que sejam fábulas como dizem os ateus tem algo de bom que podemos absorver, ora, se até a história dos três porquinhos traz algo de bom, por que não a religião? Usemos novamente o exemplo do Catolicismo, Cristo por sua vez fez vários atos bondosos que poderiam servir como exemplo para as pessoas. Pessoas matam, enriquecem, roubam, mentem, tudo em nome de Cristo, mas por que nenhuma delas é capaz de pegar seus atos bondosos como exemplo para si? Por que não é possível que a igreja passe os atos de Cristo, a sua mentalidade avançado, a sua ideologia e sua inteligência com os fatos e as dificuldades, a sua bondade com as pessoas e vários outras qualidades dele?

''A idéia que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridicula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis que regem o Universo, então claramente existe um Deus. So que ele é emocionalmente frustante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade.''
Carl Sagan

Ciência: Evolução, Sociedade e Felicidade momentânea
Ciência, a evolução de um verdadeiro mundo que abrange essa pequena palavrinha nos fez mudar de vida, sem ela possivelmente você não estaria lendo isso nem eu escrevendo isso, você não teria comida refrigerada, vacinas, entre várias outras coisas que sem duvidas é quase impossível de você viver sem, sem dúvidas ela muita importante para nos. O método da ciência é muito diferente da religião, a ciência já busca fatos, experiências, teorias e resultados para chegar a soluções para problemas e para melhorar a nossa vida com muito conforto. Chegou um ponto em que com tanta evolução desse área que ela chegaria nesse terceiro milênio a nos garantir uma vida melhor, sem problemas, com muito mais felicidade, se você olhar em volta não é assim que está. Vejamos por exemplo a rápida evolução tecnológica principalmente em bens de consumo, essa evolução tem como grande consequência um bombardeamento de produtos a todo momento, para satisfazer seu desejo as pessoas compram, compram e compram cada vez mais, sem limites, criando assim uma felicidade, felicidade momentânea, diga-se de passagem. Isso é ser feliz? Viver em uma sociedade consumista que toda hora precisa de cada vez mais, não se contentar em contemplar o belo com pouco?


Ideologia Científica
Para eu finalizar, antes que todo mundo morra de cansaço, como eu ja disse, a ciência usa experiências para chegar a algum lugar, para conseguir resultados e uma tese/teoria/ bem fundamentada. O que ocorre que a ciência é um tanto diferente da religião, pois enquanto uma prova coisas bem fundamentadas e melhora nossa vida de maneira fantástica, mas também nos faz ficar dependente do sistema capitalista, entre outras coisas, a outra nos deixa a mercê de uma ser superior que é diferente para cada um. Mas, o que importa mesmo são os modos como cada um pensam, os modos de cada um tirar suas conclusões sobre assuntos, de cada um agir diante de um fato, não quem está certo ou errado. Abaixo uma imagem que explica o método científico para formular novas teses com experiências e assim melhorar o mundo:

Ficheiro:Metodo cientifico.svg

Conclusão
Como já disse, chegamos a várias conclusões, qual delas está certa? Eu não sei! Sei apenas que não importa sua religião ou se você é ateu, deísta, agnóstico ou qualquer outro você ainda é ser humano, os religiosos ignorantes e os cientistas extremistas querendo ou não você tem seu própria cérebro e não precisa ser escravo de ninguém para ter sua paz de espírito ou então sua felicidade, sendo que encontrar e viver com esses dois nos dias atuais está muito difícil, mas é tudo uma questão de vontade. Se você seguir a religião ou a ciência não significa que você vai encontrar a verdade absoluta, nenhum dos dois de oferece todas as respostas, se oferecessem você não teria um motivo para viver. No entanto pode-se usar a figura de Deus não como um ser religioso, mas como um exemplo de como ser, um exemplo de valores que pode ser usado para toda a vida.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Angra - Angels Cry (1992)

O Angra sempre foi uma banda influente no cenário brasileiro, logo em seu disco de estréia a banda já tinha reunido cinco musicos de grande qualidade, isso é para qualquer banda um início extremamente promissor, e foi isso que aconteceu. Após alguns anos mais da metade da banda sairia e em 2001 a banda voltaria com novos integrantes que estão presentes até hoje, exceto pelo baterista que retornou a banda.

Geralmente a estréia de uma banda é um pouco complicado, não há um direcionamento musical definido, não há harmonia e entrosamento entre os músicos, isso geralmente complica muito na construção do disco e geralmente torna o primeiro disco de estúdio de uma banda algo não tão bom quanto os discos que viriam a seguir, com o Angels Cry.

O primeiro full do Angra é um disco que até hoje prevalece como um clássico do Heavy Metal nacional, até hoje fans da banda discutem para saber qual disco é melhor, sendo que este está sempre presente na discussão e é apontado geralmente como o melhor, o melhor de uma discografia muito boa por sinal, isso pode significar que ele é realmente bom.


Unfinished Allegro abre o disco como uma leve introdução, mostra influência notável da musica clássico, um sinal que não é Power Metal puro. Em seguida Carry On se mostra aquela típica faixa de um disco Power Metal, pesada e veloz, riffs rápidos e bem arranjadas com um baixo notável e um bateria bem marcante. O destaque dessa faixa fica por conta do vocal de Andre Matos que é sensacional, principalmente no refrão que é extremamente pegajoso.

Depois dessa típica faixa, vem Time, uma musica bem arranjada que é inicialmente uma baladinha e depois se torna uma excelente musica em que o Andre Matos se destaca novamente, um vocal melódico e agudo que é sensacional. Angels Cry vem em seguida, uma musica veloz e bem arranjada, aqueles mesmas influências da introdução do disco podem ser vistas aqui. Os riffs de Rafael Bittencourt são excepcionais nessa musica, assim como o refrão pegajoso, da-lhe Andre Matos!

O direcionamento melódico continua, Stand Away é uma prova disso. A musica tem um instrumental bem arranjada que dá um suporte melódico a voz sensacional de Andre Matos, varia entre um melódico belíssima e vocal mais agudo que se encaixa perfeitamente ao instrumental. Never Understand traz influências de musica brasileira, isso adicionado ao Power Metal do Angra, a musica é bastante criativa, eu destaco principalmente o papel da cozinha que é bem eficaz.


Wuthering Heights segue trazendo o mesmo direcionamento, isso mostra que o disco não é voltada somente para aquele Power Metal veloz e pesado, é mais voltado para a face melódica, so que com muita técnica, nesse caso não é diferente. Streets Of Tomorrow já traz a tona um direcionamento mais pesado, a velocidade é bem característica aqui, tornando o disco um pouco mais pesado e não deixando ele se torna recheado de melodias.

Para finalizar temos Evil Warning e Lasting Child. A primeira é veloz como a antecessora, a qualidade da dupla de guitarristas é notável com um excelente suporte da cozinha. Luis Mariutti nos presenteia com um solo de baixo sublime, ímpar e singular, já Kiko Loureiro traz um excelente solo de guitarra. Já a segunda é uma musica bem melódica, uma típica baladinha que geralmente fecha os discos Power Metal, Andre Matos dá um show de vocal.

Confere ai esse clássico brazuca, vale a pena!

Integrantes
Andre Matos - Vocal
Kiko Loureiro - Guitarra
Rafael Bittencourt - Guitarra
Luís Mariutti - Baixo
Ricardo Confessori - Bateria

Tracklist
1. Unfinished Allegro
2. Carry On
3. Time
4. Angels Cry
5. Stand Away
6. Never Understand
7. Wuthering Heights
8. Streets Of Tomorrow
9. Evil Warning
10. Lasting Child
Download

domingo, 6 de maio de 2012

Unisonic - Unisonic (2012)

Finalmente! A volta que já está sendo esperada desde 1989, ano em que Kai Hansen saiu do Helloween e a dupla Kiske/Hansen se separou. Para quem não lembra Kiske foi contratado justamente para substituir Hansen nos vocais da banda.

No último disco do Gamma Ray, Kiske já havia feito uma aparição especial e agora de fato se reúne com Hansen na produção de um novo disco.

O primeiro EP do grupo dá uma impressão errada do que o disco iria apresentar, pois apesar de mostrar 3 faixas incríveis mais a "I Want Out" cantada ao vivo (muito bem diga-se de passagem) foca as faixas mais "Heavy Power Metal" do mesmo.

O disco "Unisonic" transita sem medo nas variadas vertentes do Rock como o Hard Rock, Melodic Rock e AOR com doses deliciosas de Pop e Metal. Fica obvio que o grupo optou por mostrar as faixas no EP para não assustar aquela parcela radical dos headbangers.

O disco abre com a faixa título "Unisonic" um heavy metal matador que mostra como Kiske está em boa forma para cantar faixas pesadas e aceleradas. "Souls Alive" reaparece aqui bem melhor acabada e mostra ser uma das melhores faixas do disco.

"Never Too Late", "I'Ve Tried", "Star Rider" e "Never Change Me" correspondem a parte mais rock do disco e sem dúvidas a uma das mais legais. A primeira restaura aquele bom humor tipico do Helloween na fase dos Keepers, a segunda se destaca pela excelente interpretação de Kiske, a atmosfera da terceira evidenciam as influências AOR já citadas, e a quarta possui um dos refrões e letra mais legais do disco.

A banda de apoio do Unisonic já é bem gabaritada no Hard Rock europeu o que explica a boa execução e o hibridismo presente no som do grupo que consegue captar os diferentes momentos da carreira de ambos os músicos, isso sem falar que Kai Hansen está afiadissimo nos solos.

Renegade é uma faixa que remete ao Gamma Ray e antecede a sensacional "My Sanctuary" melhor faixa do disco. O resto do disco segura bem as pontas, destaque para a bela baladinha "No One Ever Sees Me".

Michael Kiske nos mostra que permanece sendo um dos melhores vocalistas do gênero, com uma voz bonita e expressiva capaz de transitar facilmente em qualquer que seja o tom exigido. O cara também tem a estrela de tornar faixas não tão inspiradas em canções muito boas.

Unisonic brilha justamente por não se manter preso ao que os fãs radicais queriam e mostrar grande variedade entre as faixas que bebem diferentes influências do gênero, e quem tiver a cabeça aberta estará diante de um disco excelente com um punhado de ótimas canções.

Nota: 9 *********

Angra

Características Gerais e Historia
Angra é um banda brasileira formada em 1991. No início tinha como integrantes André Matos no vocal, Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt nas guitarras, Luís Mariutti no baixo e Ricardo Confessori na bateria. Após um tempo essa formação sofreu mudanças, ficando apenas a dupla de guitarristas. No vocal entrou Edu Falaschi, no baixo Felipe Andreoli e na bateria Aquiles Priester. Este último saiu após algum tempo e o baterista Ricardo Confessori voltou a banda. Além de várias mudanças na formação da banda também houveram várias mudanças na sonoridade, por vezes Power Metal, algumas influências da musica clássica, influências da musica brasileira e também influências progressivas.
Após a saída do Viper, André Matos conheceu o guitarrista Rafael Bittencourt, daí por diante ambos começaram a trabalhar juntos no Angra. A banda viajou para o Japão para gravar seu primeiro disco, Angels Cry. Este foi muito bem recebido pela crítica e pelo publico em geral, reuniu grandes musicos de estúdio e teve vários clássicos que são lembrados até hoje. Obteve una boa repercussão pelo público brasileiro e pelo publico japonês. Logo de cara mostrava o direcionamento que a banda tinha, o Power Metal que estava em ascensão naquela época com influências notáveis do Heavy Metal e da musica clássico, o que tornava o som da banda muito singular e criativo. Esse disco se tornou um clássico do Power Metal ao lado de grandes discos de grandes bandas do estilo como Helloween e Blind Guardian.
Após uma turnê o Angra voltou novamente ao estúdio, agora foi a vez de Holy Land. Este disco trouxe a tona várias influências da musica brasileira, essas estavam aliadas ao Power Metal que a banda já praticava, sem deixar de lado o peso e a velocidade. Essa criatividade e essa ousadia musical renderam reconhecimento mundial. Logo após mais um disco muito bem recebido e bem sucedido a banda voltou a estúdio, e agora o resultado foi Fireworks. O disco estava mais voltado para uma sonoridade mais Power/Heavy Metal, as influências brasileiras foram deixadas mais de lado. Durante a turnê do disco ocorreram problemas internos, isso resultou na saída de André Matos, Luís Mariutti e Ricardo Confessori, esses três montaram o Shaman.
Com a saída desses membros em 2001 foi anunciada uma nova formação, Edu Falaschi para o vocal, Felipe Andreoli no baixo e Aquiles Priester na bateria. Assim a banda voltou a estúdio e lançou mais um disco, Rebirth. Um disco conceitual que trazia um sonoridade diferente. O direcionamento musical continuava o mesmo, mas o desenvolvimento do som mudou, ficou mais rápido e agressivo, a bateria principalmente se mostrava ainda mais marcante e importante, assim como o baixo que se apresentava cada vez mais fantástico. O vocal do Eduardo Falaschi não é o mesmo do André Matos, é um vocal melódico um pouco forçado mas que se encaixou perfeitamente no som da banda, apesar que o vocal do André Matos é mais agudo.
A formação não mudou e algum tempo depois eles lançaram outro disco, Temple Of Shadows. Um álbum conceitual que conta a saga de um caçador das sombras na época das cruzadas. Trazia agora alguns elementos brasileiros, como por exemplo um faixa cantada em português por Milton Santos, além de várias outras participações especiais como Hansi Kursch e Kai Hansen. Aurora Consurgens veio logo em seguida, trazia a sonoridade presente em todos os discos anteriores do Angra e vinha como uma comemoração de 15 anos. Apesar de ser um excelente disco ele teve baixa repercussão, além disso houveram brigas internas que tiveram várias consequências como a saída do baterista Aquiles Priester. Esses problemas internos e problemas financeiros  fizeram o Angra encarar a mesma crise da época do Andre Matos.
Depois de um longo período de crise e sem atividades a banda voltou a vida, para substituir o baterista Aquiles Priester foi convocado Ricardo Confessori, baterista que participou dos primeiros discos da banda e que saiu com Andre Matos para formar o Shaman. Também foi anunciada a nova empresária da banda, Monica Cavalera. Aqua saiu em 2010 após muito trabalho da banda e espera do publico. O disco trazia uma sonoridade progressiva, conceitual e também muitas baladinhas. Essa ultima caracteristica do disco trouxe um certo desconforto aos fans. Além desse full, recentemente houve a acusação de plágio ao Parangolé, acusados de plagiar um riff da Nova Era. O plagiador falou que foi algo acidental, ele viu uma vídeo-aula de Kiko Loureiro e pegou o riff. Após trocarem acusações no twitter, integrantes de Angra e Parangolé estão resolvendo sobre o ocorrido e atualmente o assunto está encerrado.

Integrantes
Eduardo Falaschi: Vocalista do Angra, entrou no Rebirth e está até hoje na banda. Entrou com a difícil missão de substituir o grande Andre Matos, não agrada a todos, entretanto realiza um bom papel como vocalista da banda.
André Matos: Ex-Vocalista do Angra, gravou apenas os três primeiros discos da banda, logo após saiu com mais dois integrantes e formou o Shaman. Deixou seu vocal agudo como eterna marca dos antigos discos da banda.
Rafael Bittencourt: Guitarrista do Angra, é um dos principais compositores da banda. é responsável por boa parte dos belíssimos riffs da banda além de solos bem melódicos, sendo um dos criadores e integrantes essenciais.
Kiko Loureiro: Guitarrista do Angra, é considerado melhor guitarrista do que o cara aqui de cima, mas ele é responsável pelos solos mais fritados e mais técnicos, é meio firulento mas é um excelente guitarrista com bastante velocidade.
Felipe Andreoli: Baixista do Angra, entrou juntamente com o vocalista, sem dúvidas tem um papel essencial já que o baixo sempre foi elemento importante na banda, e este cumpriu com tanta eficácia que é considerado o melhor baixista brasileiro.
Luis Mariutti: Ex-Baixista do Angra, saiu junto com André Matos e formou o Shaman junto com ele. Desempenhou um papel fundamental no baixo nos primeiros discos da banda.
Ricardo Confessori: Baterista do Angra, saiu da banda com o André Matos e formou o Shaman, mas com a saída de Aquiles Priester ele retornou a banda, tocando assim no disco mais recente lançado pela banda.
Aquiles Priester: Ex-Baterista do Angra, substituiu o Ricardo Confessori em 3 discos da banda. Realizou um belíssimo trabalho como baterista com muita versatilidade e agilidade.

Discos Indicados
Angra - RebirthAngra - Temple of ShadowsAngra - Aqua
Angels Cry (1992): Angels Cry é o disco de estreia do Angra, este contava com a participação de André Matos no vocal e com todos os outros integrantes antes da saída deles. Este disco é um clássico da musica brasileira e apontado como talvez o melhor do Angra, é notável influências da musica clássica, talvez até mesmo um pouco de influência da musica brasileira, isso se aprimoraria mais a frente. O fato é que este disco tem grandes clássicos da banda que estão presentes no set list até a atualidade.
Rebirth (2001): Rebirth é o quarto disco do Angra, ele representa uma renascimento da banda após a saída de boa parte dos integrantes. A entrada de Edu Falaschi, Aquiles Priester e Felipe Andreoli deu outra personalidade a banda, a tornando mais inspirado e mais criativa, além de dar mais peso. É considerado como muitos como o melhor disco de toda uma boa discografia, é um full conceitual que ate hoje é uma referencia do Heavy Metal brasileiro.
Temple Of Shadows (2004): Temple Of Shadows é o quinto disco do Angra, ainda contando com a formação do disco anterior a banda fez um grande clássico do Power Metal, pode não ser considerado por muitos como o melhor disco da banda, entretanto é um clássico mundial, tanto que teve a participação especial de Hansi Kursch e Kai Hansen, além claro da participação de Milton Nascimento, dando aquela pitada de musica brasileira.
Aqua (2010): Aqua é o sétimo disco do Angra, depois da saída de Aquiles Priester, Ricardo Confessori está de volta. Esse disco é o mais singular da banda, ele apresenta um nível técnico grande e se mostra voltado para o Progressive Metal, entretanto, sem abandonar o Power Metal e as influências brasileiras. É um disco inspirado numa obra de Shakespeare e traz muitas baladinhas, há poucas musicas velozes e com peso, algo que trouxe um certo desconforto aos fans.
Angra - Aqua (2010)